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31 de março de 2015



demasiado depressa o silêncio
de  braços inertes
não consigo alcançar-te
ou olhar-te sequer
nem colher a tempo tudo o que devia
(tudo o que julgo que devia)

fica sempre tanto sol por ver
deixarei as palavras presas na minha pele
num qualquer rasto
num reflexo de memória
num azul eternamente por sentir

desculpa

não sei voar.


Jorge Afonso de Almeida