Hoje apetece-me sentir com as tuas palavras
Para não ser bem eu mas o que vai de mim a ti
Ainda que nunca saibam a ti
E que é só o que deve existir
Nem sempre consigo ouvir o que nunca dizes é certo
Dentro de mim tropeço-me
Nunca sinto o que digo
Nem sei se sei sentir
As minhas palavras existem-me demasiado
São o que és.
Ana França
Às vezes, encontro-me nas palavras dos outros. Mais raramente, nas minhas. Por pura coincidência. Em pura coincidência.
8 de setembro de 2004
Não há enganos entre nós, só as coincidências
explicam os fantasmas que nos unem.
Ao melhor amigo não conto o que me encanta
e transforma. Entre nós, que somos tristes e
leves, as longas baías de inverno têm pouco a
dizer. De tudo isso sabemos um pouco,
quase nada, enumeramos razões
e receios, os princípios, nisso esgotamos
a brancura, alguma coisa, algum tempo.
Não há enganos. Não há nada mais,
o futuro.
Francisco José Viegas
.
explicam os fantasmas que nos unem.
Ao melhor amigo não conto o que me encanta
e transforma. Entre nós, que somos tristes e
leves, as longas baías de inverno têm pouco a
dizer. De tudo isso sabemos um pouco,
quase nada, enumeramos razões
e receios, os princípios, nisso esgotamos
a brancura, alguma coisa, algum tempo.
Não há enganos. Não há nada mais,
o futuro.
Francisco José Viegas
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