29 de junho de 2006


Vasko Popa (1922-1991)


Give Me Back My Rags #4

Get out of my walled infinity
Of the star circle round my heart
Of my mouthful of sun

Get out of the comic sea of my blood
Of my flow of my ebb
Get out of my stranded silence

Get out I said get out

Get out of my living abyss
Of the bare father-tree within me

Get out how long must I cry get out

Get out of my bursting head
Get out just get out

Vasko Popa


Tradução inglesa de Anne Pennington)
.

3 comentários:

romã disse...

Bonito poema :) inspirador.. não será este "get out" tantas vezes uma tentação?

Mito disse...

Dilacerante testemunho de auto-defesa ou desesperado grito de renúncia?

Toca em algumas cordas...

Graça disse...

Caros Romã e Mito:

Tenho de concordar com ambos - o poema pode ser uma tentação, um testemunho de auto-defesa, um grito de renúncia - ou talvez a simples consciência de que expulsar fisicamente é fácil, mas há outras formas de intrusão, algumas perfeitamente alheias ao intruso.

Gosto "poderes" do Vasko Popa, e tive de ignorar outros aniversariantes ilustres como Saint_Exupéry ou Cézanne, tudo por uma questão de coincidência.

Há mais alguns poemas em inglês aqui (e pela net fora)
http://www.poemhunter.com/vasko-popa/poet-8850/ - e outros traduzidos pela Assírio & Alvim, se forem mais afortunados.

Agrada-me saber que o poema toca em algumas cordas, Mito. Nem todas as pessoas têm cordas - ou estão quebradas ou desafinadas ou...