1 de novembro de 2004


Saúl Dias(1902-1983)


A Última Fala do Palhaço

- Deixem-me ser eu
um instante, ao menos...!
Ainda vale a pena!
Deixem-me vir à cena
em primeiro lugar,
a rir ou a chorar
(a mesma coisa afinal...)!

Deixem-me, antes que morra,
demolir a masmorra
que eu mesmo construí
com lágrimas e sangue
e, embora exangue,
ser só eu, tal e qual!

Saúl Dias

2 comentários:

Mito disse...

São formidáveis os poemas "terminais". Será que já alguém se lembrou de fazer uma antologia? Poderia chamar-se "Rasga meus versos, crê na eternidade". Continuo a apreciar o blog com mais bom gosto da blogosfera...

Vera Cymbron disse...

Bem...depois de ler comments como este anterior, que mais posso eu escrever-te?!
OK, não gostei muito do poema...talvez, porque tou doente e não consigo perceber o verdadeiro sentido das palavras...
Ninguém é perfeito!
JiNHO