1 de julho de 2012


























Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une - é estar ausentes.

Reinaldo Ferreira

4 comentários:

Anónimo disse...

Belíssimo! :)

Graça disse...

Obrigada! :)

Marina Torres disse...

Obrigada, professora!
Beijinhos com saudades*

mst disse...

mudei de cantinho, professora. se quiser seguir é: http://manteristoemsilencio.blogspot.pt/